25/08/2011 - Consumidor da Classe C é o que mais compra pela Internet no Brasil

Atualmente, o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking de usuários de Internet no mundo, atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão e Índia. O comércio eletrônico se confirma como um dos sólidos pilares do varejo no país e o crescimento do setor nos últimos anos se mostrou sem precedentes. Entre os anos de 2001 e 2009 o e-commerce teve expansão de 208% ante 293% do comércio tradicional. Estima-se que em 2011, o comércio eletrônico deve faturar R$ 18,7 bilhões, sem contabilizar a movimentação das compras coletivas. Para debater a evolução desse mercado, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), realizou na manhã desta quinta-feira, o seminário E-Commerce - Oportunidades e Tendências para o Mercado Brasileiro, que contou com a presença de especialistas e empresários do setor. 

O presidente do Conselho de TI da Fecomercio para assuntos de e-commerce, Pedro Guasti, ressalta o bom desempenho de um importante nicho desse mercado. "Neste ano, quatro milhões de pessoas fizeram a primeira compra on-line, sendo que 61% pertencem a classe C", revela. A expansão dos e-consumidores continua sua forte trajetória ascendente no Brasil, apenas no intervalo entre os anos de 2007 e 2010, o número de compradores virtuais saltou de 9,5 milhões para 23 milhões, sendo que a expectativa para este ano é atingir 32 milhões de clientes virtuais. 

Outra atividade que colaborou para a impulsão das transações virtuais no Brasil foram as compras coletivas. O primeiro site do segmento iniciou as atividades no país em março de 2010 e menos de um ano e meio após a chegada do serviço, os resultados foram surpreendentes. "Em agosto do ano passado, o mercado vendia mais ou menos R$ 4 milhões. Em novembro, vendeu R$ 42 milhões e no mês passado R$ 108 milhões", revela o presidente do ClickOn, Marcelo Macedo. 

Da mesma maneira que o segmento de compras coletivas enfrentou o boom, centenas de empresas encerraram suas atividades em poucos meses. "A barreira de entrada para criar um site é muito baixa, mas se manter no mercado é complicado", explica o sócio do Clube do Desconto, Ivan Martinho. "Em meio a milhares de páginas, é preciso ganhar um lugar ao sol, ou seja, quando os resultados não aparecem se faz necessário investir em marketing e funcionários", completa. O presidente do Conselho de T.I. da Fecomercio, para assuntos de segurança digital, Renato Opice Blum, explana que a legislação brasileira não acompanha a velocidade das mudanças da Internet com a chegada de novos serviços para punir as más práticas. "Já existem inúmeros casos de concorrência desleal, em que uma empresa faz reviews falsos de produtos somente para deturpar as outras marcas", conta. 

Com o crescimento contínuo do e-commerce e das compras coletivas, surgiu uma nova vertente de atuação para empresas no cenário virtual que integra as redes sociais e o comércio eletrônico. "O social commerce é um componente da gestão de relacionamento do cliente, e não apenas um canal de venda", explica o gerente de e-business da Tecnisa, Denilson Novelli. A opinião é compartilhada pelo gerente de marketing da Dafiti, Malte Huffmann. "O social commerce é um investimento que, muitas vezes, não tem retorno apenas financeiro. Ele acontece por meio de visitas ao site da empresa, seguidores no Twitter e fãs no Facebook", completa Huffmann. 

FONTE: Monitor Mercantil


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