11/05/2010 - Pequenas empresas aderem ao comércio eletrônico

 

Os números mostram o crescimento da popularidade da rede como canal de venda entre os pequenos empresários. Segundo dados da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), organização que desenvolve e monitora meios seguros de transações virtuais, em 2009, 20% dos R$ 10,5 bilhões faturados com o comércio virtual, ou e-commerce, entraram nos caixas de empresas de pequeno porte.

Gerson Rolim, diretor executivo da Camara-e.net, afirma que a participação das pequenas empresas nas vendas virtuais cresceu de 19%, em 2008, para 20% no ano passado. Rolim explica que a grande oportunidade dos pequenos está no atendimento a públicos específicos. “Alguém que comercialize roupas de tamanho grande (manequins 48 a 56) ou artigos para consumidores que têm um hobby”, exemplifica.

Ele acredita que, além de evitar a guerra de preços com companhias de maior musculatura econômico-financeira, a prática permite oferecer um conhecimento diferenciado das necessidades do público, caminho seguro, garante ele, para atrair clientes.


A inexistência de fronteiras na internet obriga o empresário a ter uma operação de logística bem estruturada, a fim de entregar os pedidos em tempo hábil. “O mercado conta com várias empresas especializadas em serviços de entrega, inclusive os correios (ECT)”, diz o diretor da Camara-e.net.

Rolim observa que outro ponto importante do negócio é uma estrutura que permita a segurança financeira das operações. O mercado conta com empresas que oferecem ferramentas de processamento de pagamentos por meio de cartões e análise de risco de crédito dos clientes, além da proteção contra fraudes. “Cerca de 80% das operações no comércio virtual são pagas com cartão de crédito”, explica ele.

Igor Senra, diretor de operações da MoIP, empresa especializada em tecnologia financeira e em gestão de pagamentos na internet, afirma que a representatividade dos pequenos varejistas (faturamento anual até R$ 180 mil) na carteira da empresa, subiu de 8,2% em 2008 para 9,6% em 2009.

Fonte: Jornal da Tarde


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